Os pré-socráticos foram os primeiros filósofos gregos que buscaram explicar a natureza do mundo e do universo através da razão e da observação. Eles viveram entre os séculos VII e V a.C. e se concentraram nas questões cosmológicas e metafísicas, tentando encontrar respostas para perguntas como "o que é a realidade?", "de onde vem tudo?" e "como o mundo funciona?".
Embora não houvesse uma escola filosófica formal na época, os pré-socráticos compartilhavam muitas ideias e influenciaram uns aos outros. Eles também influenciaram os filósofos que vieram depois, incluindo Sócrates, Platão e Aristóteles.
Os pré-socráticos viveram em uma época em que as explicações míticas e religiosas da natureza ainda eram predominantes na Grécia. No entanto, eles buscaram explicar o mundo em termos de princípios naturais, sem recorrer à intervenção divina. Eles acreditavam que a natureza poderia ser entendida por meio da observação e do raciocínio, em vez de mitos e lendas.
Os pré-socráticos foram divididos em duas escolas principais: a escola jônica e a escola italiana. A escola jônica incluía filósofos que viveram na costa da Ásia Menor, enquanto a escola italiana incluía filósofos que viveram na Itália e na Sicília.
A escola jônica era composta pelos filósofos Tales de Mileto, Anaximandro e Anaxímenes. Tales acreditava que a água era o princípio básico de todas as coisas, e que todas as substâncias eram derivadas dela. Anaximandro acreditava que o princípio básico de todas as coisas era o ápeiron, uma substância infinita e indeterminada. Anaxímenes acreditava que o princípio básico de todas as coisas era o ar, e que todas as coisas eram derivadas dele.
A escola italiana era composta pelos filósofos Pitágoras, Parmênides e Heráclito. Pitágoras acreditava que o mundo era governado por leis matemáticas, e que os números eram a base de todas as coisas. Parmênides acreditava que o mundo era eterno, imutável e indivisível, e que as mudanças que percebemos são ilusórias. Heráclito acreditava que o mundo estava em constante mudança, e que tudo flui e nada permanece.
Além desses filósofos, também podemos mencionar Empédocles, que acreditava que o mundo era composto por quatro elementos básicos: terra, ar, fogo e água. Demócrito, por sua vez, acreditava que todas as coisas eram compostas por partículas indivisíveis e invisíveis chamadas átomos.
Os principais Pré-socráticos:
Os principais pré-socráticos incluem Tales de Mileto, Anaximandro, Anaxímenes, Heráclito, Parmênides, Zenão de Eleia e Empédocles.
Tales de Mileto (624-546 a.C.)
Tales de Mileto é considerado o primeiro filósofo da história e é conhecido por sua teoria de que a água é a substância primordial do universo.
Ele acreditava que todas as coisas se originavam da água e que a terra flutuava na água. Esta teoria pode ter sido influenciada pelo fato de que Mileto, a cidade onde Tales vivia, era uma cidade portuária.
Anaximandro (610-546 a.C.)
Anaximandro, discípulo de Tales, propôs uma teoria diferente sobre a substância primordial. Ele acreditava que a "apeiron", uma substância indefinida e ilimitada, era a origem de todas as coisas. Ele argumentou que a água não poderia ser a substância primordial porque ela não poderia explicar o surgimento de coisas como o fogo e o ar.
Anaxímenes (585-525 a.C.)
Anaxímenes, também discípulo de Tales, acreditava que o ar era a substância primordial.
Ele argumentava que, assim como a água pode se transformar em gelo e vapor, o ar poderia se condensar em outras formas de matéria.
Heráclito é conhecido por sua teoria de que tudo está em constante mudança e que "ninguém pode entrar no mesmo rio duas vezes". Ele acreditava que o fogo era a substância primordial e que todas as coisas eram feitas de fogo em diferentes graus de densidade.
Heráclito também enfatizava a importância do logos, a razão universal que governa todas as coisas.
Parmênides (515-450 a.C.)
Parmênides argumentou que o mundo é imutável e que a mudança é uma ilusão. Ele acreditava que o ser é eterno e imutável e que o não-ser não pode existir. Parmênides influenciou a filosofia de Platão, que argumentava que o mundo físico era apenas uma sombra ou cópia imperfeita do mundo das ideias imutáveis e eternas.
Zenão de Eleia (490-430 a.C.)
Zenão, discípulo de Parmênides, é conhecido por seus paradoxos, que foram usados para argumentar que a mudança e o movimento são ilusórios. Seus paradoxos incluem o paradoxo da corrida, que argumenta que é impossível para um corredor alcançar um ponto de partida, e o paradoxo de Aquiles e a tartaruga, que argumenta que é impossível para Aquiles alcançar uma tartaruga que tem uma pequena vantagem inicial.
Empédocles (490-430 a.C.)
Empédocles acreditava que todas as coisas eram feitas de quatro elementos: terra, ar, fogo e água. Ele argumentava que esses elementos se combinavam e se separavam através de duas forças opostas: amor e ódio. Amor combinava os elementos, enquanto ódio os separava.
Conclusão:
Os pré-socráticos foram os primeiros filósofos a tentar entender a natureza do mundo e do universo através da razão e da observação. Embora eles não tenham formado uma escola filosófica formal, eles compartilharam muitas ideias e influenciaram uns aos outros. Eles também influenciaram os filósofos que vieram depois, incluindo Sócrates, Platão e Aristóteles. Cada um dos pré-socráticos tinha uma teoria diferente sobre a substância primordial e como o mundo funciona, mas todos eles contribuíram para o desenvolvimento da filosofia ocidental.
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